Redação Galileu - 17/04/2008
Reunião de tupperware reloaded


Potinhos de plástico? zzzzzzzzzzzzzz


Não sei se os rapazes vão saber do que eu estou falando, mas as meninas (pelo menos as da minha idade) devem se lembrar das famosas reuniões de tupperware, que nossas mães organizavam em casa. Chamavam as amigas e vizinhas para receber uma vendedora do produto (aqueles potes de plástico nos quais guardamos sobras de comida), enquanto fofocavam e comiam bolo. Até que eu curtia. Mas agora que sou adulta, certamente iria me divertir bem mais com a nova versão dos tais encontros. São as reuniões de tuppersex, sucesso na Espanha e em Portugal (ainda não tem por aqui, pelo que li).
Em vez dos potinhos de plástico (zzzzzzzzzzz), a mulherada se reúne para comprar vibradores, dildos e diversos outros brinquedinhos sexuais (não disse no post anterior que as mulheres estão bem mais interessadas em sexo do que os homens imaginam?).
Uma vendedora treinada chega ao local com sua maleta vermelha – é o nome em português da empresa espanhola, La Maleta Roja, que organiza esses eventos –, demonstra os produtos (pode testar antes de comprar!) e ainda deixa uma lembrancinha para a anfitriã, como nas antigas reuniões.



http://www.lamaletaroja.com




 
Redação Galileu - 15/04/2008
Mulheres famintas



Li uma entrevista na revista "Time" que confirmou minhas suspeitas de que aquela mulher desinteressada por sexo, que transa com o parceiro meio que por obrigação e que vive com dor de cabeça está em extinção. Essa impressão vinha tanto de conversas com amigas (a maioria bem longe desse estereótipo), como da leitura de matérias comportamentais sobre o assunto. Nada de muito concreto.
Mas se lançaram um livro com o título “Sex-Starved Wife” (algo como esposas famintas por sexo) é porque não estou totalmente equivocada. A entrevista era justamente com a autora desse livro, a psicóloga norte-americana Michele Weiner, que trabalha há 20 anos com casais. Ela conta que quando escreveu o livro “The Sex-Starved Married” (casamento faminto por sexo), dedicou somente sete páginas a dicas para mulheres nessa situação, que imaginava ser rara. Recebeu diversas cartas, e-mails e telefonemas de mulheres agradecendo e confessando-se aliviadas por não serem as únicas com o problema. De fato, parece que as dores de cabeça estão passado para os homens. Uma pesquisa sobre satisfação sexual feita pela autora com mais de mil mulheres revelou que 60% delas desejavam sexo da mesma maneira, ou ainda mais do que seus maridos.
Nesses casos em que um dos parceiros tem mais desejo do que o outro – o que não é incomum –, as chances de o relacionamento naufragar são altas, segundo a especialista. Por isso, recomendo a entrevista (ainda não li o livro, mas, a julgar pela entrevista, deve ser bom) e o teste abaixo ( preparado pela autora) tanto às mulheres insaciadas, como aos homens desmotivados.

Seu casamento está faminto por sexo? (quanto mais “sim” você responder, mais chances de você ser uma esposa faminta por sexo)

1. Você deseja mais sexo, mais proximidade física, ser mais tocada?

2. Já se sentiu magoada, deprimida, ressentida ou zangada pela falta de interesse sexual do seu parceiro?

3. Seus ressentimentos a respeito de sua vida sexual já fizeram com que você se fechasse emocionalmente?

4- - Você já repreendeu seu parceiro ou foi maldoso com ele só porque estava com raiva?

5- Você se questiona se ele realmente a ama?

6- Você questiona sua atratividade ou feminilidade?

7- Você se sente como se construísse um muro a seu redor para se proteger do sentimento de rejeição?

8- Você sente uma irritação crescente por não conseguir fazer com que seu marido compreenda o que está faltando na relação de vocês?

9- Você sente vontade de procurar companhia e excitação sexual fora do seu casamento?

10-Você já se sentiu tão desesperada a ponto de considerar (ou manter) um caso extraconjugal?

11- Você se sente envergonhada por seu marido não ser como os outros homens?

http://www.time.com/time/health/article/0,8599,1728520,00.html

http://sexstarvedwife.com/index.html
 
 



Fernanda Colavitti
Não sou sexóloga, nem tenho qualquer tipo de especialização acadêmica no assunto, mas como temas relacionados a sexo estão presentes na maioria das minhas sugestões de pauta e matérias (não sou nenhuma maníaca, juro, é curiosidade jornalística-científica pura), o pessoal da redação me incentivou a criar um blog para trocar idéias sobre meu assunto predileto e ajudar a buscar as respostas para dúvidas de todos os interessados em melhorar a vida sexual. Adorei! Um espaço só para falar sobre sexo, em horário de trabalho e com o aval do chefe? Irrecusável.

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