Redação Galileu - 27/03/2008
(in) Satisfação global


Nem todo mundo está se divertindo assim...


1- A maioria das pessoas não está satisfeita com sua vida sexual. Apesar de 60% considerar o sexo uma atividade prazerosa, apenas 44% está feliz com a qualidade do sexo que tem. Os autores da pesquisa disseram que a insatisfação diminui à medida que envelhecemos, porque a atividade se torna menos frequente (mais para mulheres do que para homens), ou devido a longos anos de relacionamento (pura falta de imaginação e de empenho, na minha opinião). Também achei curioso o fato de os filhos não terem impacto negativo na satisfação sexual (a maioria das histórias que ouço de pessoas com filhos, sobretudo pequenos, tem contribuído para minha decisão de não deixar descendentes no mundo)

2- 2/3 dos entrevistados não acham que têm sexo suficiente e metade acha que falta excitação e variedade em suas vidas sexuais

3- Claro que a maioria está infeliz, somente 58% dos entrevistados falam o que querem (ou não) fazer na cama

4- Essa é em homenagem a alguns amigos solteiros que andam meio devagar... Pessoas com mais de 65 anos continuam fazendo sexo e mais de uma vez por semana. Vocês têm pelo menos a metade disso!

5- As neozelandesas, definitivamente, são minhas heroínas. Somente elas ultrapassam os homens em número de parceiros sexuais (veja post “Turismo sexual”). Em todos os outros países, os homens estão à frente (OK, quantidade nem sempre significa qualidade, eu sei, mas pelo menos elas têm história pra contar...)

6- Destaque para os homossexuais, com uma média de 108 parceiros(realmente, os gays aproveitam a vida)

7- Enquanto uma relação sexual de pessoas casadas (ou que moram juntas) dura, em média, 16 minutos, a dos solteiros dura 22

8- A massagem está no topo das atividades desejadas para dar uma apimentada no sexo (nem acho tudo isso, pra falar a verdade, me dá sono)

9- Os brasileiros são os que mais usam sprays que retardam o orgasmo masculino (nem sabia que existia isso! Onde vende?)

10- Pra finalizar: nossa média anual de relações sexuais é de 82 vezes por ano, o que dá menos de 7 vezes por mês e menos de 2 vezes por semana (zzzzzzzzzzz). Podia ser pior. A dos japoneses é de 34 vezes por ano (estão ocupados cuidando dos tamagochis), e a dos americanos 53 (comendo hambúrgueres). Os ingleses até que me surpreenderam, com 55 relações sexuais por ano (veja post “A vida sexual dos ingleses”)

http://www.durex.com/cm/sexual_wellbeing_globeflash.asp?browser=ok&flash=ok
 
Redação Galileu - 25/03/2008
Melhor prevenir


"The Abstinence" - no episódio de Seinfeld, a abstinência sexual deixa Elaine burra e George inteligente

Acabo de ler mais uma notícia sobre os benefícios que o sexo traz para a saúde física e mental. No artigo, uma psicóloga de Nova York lista 10 razões para fazer sexo esta noite (a mais conhecida já não basta?) alivia o estress, melhora o sistema imunológico, queima calorias, melhora a intimidade com o parceiro, reduz o risco de câncer de próstata, fortalece os músculos pélvicos – o que aumenta o prazer e diminui os riscos de incontinência urinária para mulheres – e melhora o sono. Isso me fez lembrar de uma discussão com uns amigos na semana passada, sobre os efeitos da abstinência sexual. Se o sexo faz tão bem à saúde, ficar sem pode ter efeito contrário? Tem algum tipo de efeito sobre a saúde?
Como não me lembrava de ter lido nada científico sobre isso – a única coisa que me vinha à cabeça era um episódio de Seinfeld (minha série predileta) em que a abstinência sexual causou diferentes efeitos na Elaine e no George. Ela, que é inteligente, fica burra, e ele, meio limitado, vira um intelectual – resolvi pesquisar mais sobre o tema.
Revirei a internet e encontrei pouca coisa (a não ser ainda mais estudos falando sobre os benefícios da atividade sexual.). Um desses estudos mencionava que a abstinência, quando “praticada com moderação”, não fazia mal nem bem. O que achei de mais consistente foi a explicação do médico Alessandro Loila. Em um artigo sobre “até que ponto a abstinência sexual pode fazer mal”, ele diz que breves períodos de abstinência sexual nos homens resultam em aumento no volume e na potência do sêmen: três dias de abstinência completa são capazes de dobrar o volume do esperma, mas este efeito diminui e até mesmo se inverte após 7-10 dias. Nas mulheres a coisa piora: segundo ele, a abstinência sexual prolongada pode resultar em ressecamento e perda da elasticidade dos tecidos vaginais. Se a abstinência durar vários anos, o fechamento do canal vaginal pode chegar a um ponto em que a relação sexual se torna praticamente impossível. Mas os piores efeitos, segundo ele, são resultantes da falta de contato íntimo com outra pessoa, que “pode resultar em graves conseqüências psíquicas como baixa auto-estima, melancolia e depressão de difícil tratamento”. Nunca fiz a experiência, e, na dúvida, acho melhor evitar tudo isso, né? Não custa. E você, já ficou abstinente por muito tempo? Conte sua experiência.
 
 



Fernanda Colavitti
Não sou sexóloga, nem tenho qualquer tipo de especialização acadêmica no assunto, mas como temas relacionados a sexo estão presentes na maioria das minhas sugestões de pauta e matérias (não sou nenhuma maníaca, juro, é curiosidade jornalística-científica pura), o pessoal da redação me incentivou a criar um blog para trocar idéias sobre meu assunto predileto e ajudar a buscar as respostas para dúvidas de todos os interessados em melhorar a vida sexual. Adorei! Um espaço só para falar sobre sexo, em horário de trabalho e com o aval do chefe? Irrecusável.

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