Redação Galileu - 21/03/2008
Para quem não acredita em coelhinho


Feliz páscoa!

Caça ao ovo? Acho que a páscoa pode ser mais divertida. Fica aí a minha sugestão de presente. Tapa-seios feito de chocolate belga, à venda na sex shop Hot Flowers. (adiantando uma das dicas de consumo da Galileu de abril).

http://www.hotflowers.com.br/
 
Redação Galileu - 19/03/2008
A vida (infelizmente) não imita a arte


Dificilmente vai ser assim...

A maioria das pessoas que já parou para comparar seu desempenho sexual ao dos personagens de filmes de Hollywood, certamente se sentiu como um astro... protagonista de “O virgem de 40 anos” (para quem não viu, a performance do cidadão é a que sugere o título) – eu, pelo menos, me sinto assim quando vejo determinadas cenas.
Mas encontrei uma lista bem divertida de mitos em cenas “calientes”, feita por duas especialistas em sexualidade que, felizmente, mostra que não sou a única “virgem de 40 anos”. Selecionei as 5 que mais gostei (com alguns complementos). Lembra de mais algum?

Mito número 1 – As mulheres chegam ao orgasmo em três segundo
Em qualquer posição e em qualquer lugar - contando um minutos para ficarem excitadas, dois para a ação e plim! Um êxtase interminável. E sempre junto com o parceiro. Acontece, mas não é tão fácil assim.

Mito número 2 – strippers inatas
Ao contrário da Natalie Portman, em “Closer”, Demi Moore, em “Striptease” e, para citar um exemplo nacional, a Flávia Alessandra, na novela “Duas Caras”, a maioria das mulheres não faz aula de pole dance (que ensina a se equilibrar no postinho) e não aprendeu técnicas de striptease. Além disso, poucas de nós temos tanta confiança em nossa forma física, o que pode atrapalhar a performance também. Sabemos que o “streap” está no top 10 das fantasias masculinas e até podemos nos esforçar por isso. Mas lembrem-se que a vida nem sempre imita a arte, rapazes.
Para as simples mortais que querem ter seu momento Natalie Portman, as autoras da lista dão algumas dicas, que conseguiram com coelhinhas da Playboy:
1- Ninguém fica sexy tirando a calça jeans em pé. Tente um vestido, ou saia.
2- Treine antes e com a música escolhida
3- Escolha uma roupa com poucos botões, senão ele vai dormir enquanto espera você tirar tudo
4- Sapato de salto é sempre sexy
5- Mexer os quadris enquanto desabotoa vagarosamente a roupa é o único movimento necessário

Mito número 3- quanto mais estranho, mais sexy
Em Hollywood ninguém é assaltado enquanto faz sexo em algum beco escuro, os estábulos não fedem e a areia da praia não incomoda. Na vida real, a maioria das mulheres prefere uma cama mesmo

Mito 4- Camisinha pra que?
Já repararam que nunca ninguém pára o movimento para colocar camisinha? Acho que em Hollywood não existem doenças venéreas, risco de gravidez, ou o item deve ser de série.

Mito número 5 – tamanho não importa
Todo mundo que já fez sexo em pé sabe que não é a coisa mais confortável e natural do mundo. E que, nesse caso, o tamanho (dos participantes) faz diferença sim. Mas em Hollywood, até o Dany DeVito poderia transar em pé numa boa com a Nicole Kidman, por exemplo.


http://www.msnbc.msn.com/id/23280091/
 
Redação Galileu - 18/03/2008
Na alegria, na tristeza, na traição e na humilhação



O escândalo sexual mais comentado do momento, o envolvimento do governador de Nova York, Eliot Spitzer, com prostitutas, rende algumas discussões, como a hipocrisia das pessoas quando o assunto é sexo (o político que assinou a lei mais rigorosa do país, ampliando de três meses para um ano a pena de prisão para homens que procuram tais profissionais, gastando milhares de dólares com garotas de programa...); motivos pelos quais homens – nesse caso - e mulheres procuram relações extraconjugais; fetiches por prostitutas...Essas foram algumas das que me ocorreram, mas vou me concentrar na que mais repercutiu.
A esposa traída, com cara de quem estava prestes a cometer um assassinato (é só prestar atenção na foto acima), ao lado do marido, em sinal de apoio, enquanto ele confessava ao mundo suas estripulias extraconjugais. A advogada Silda Spitzer não foi a primeira mulher de político a passar por tal humilhação pública. O caso mais famoso foi o da então primeira-dama Hillary Clinton, que em 1998, permaneceu ao lado do então presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, que negou ter mantido relações sexuais com a estagiária (lembram do charuto? Do vestido manchado? Da discussão sobre sexo oral? Então...). E também teve um episódio nacional no ano passado. O apoio de Verônica Calheiros ao marido Renan, então presidente do senado, acusado de usar um lobista para pagar a pensão da filha que teve com a amante.
Ainda que haja interesses políticos e acordos por trás de atos aparentemente tão cristãos, esses episódios deixam evidente a diferença entre homens e mulheres quando se trata de traição. Alguém se lembra de exemplos ao contrário? Mulheres públicas, ao lado de maridos resignados e compreensivos, expondo ao mundo suas aventuras sexuais fora do casamento? Eu, pelo menos, não lembro de nenhum. O que não significa que as mulheres não traiam – ainda somos menos infiéis do que os homens, mas já somos mais do que nossas avós, segundo pesquisas. Não estou comemorando o fato, nem defendendo a traição de nenhum dos lados, só querendo mostrar que dificilmente obtemos a mesma compreensão quando “caímos em tentação”. Para mim, esses episódios reforçam a maior tolerância da sociedade em relação à infidelidade masculina. E nós, mulheres, continuamos contribuindo bastante para isso. Mesmo que estejam em jogo outros interesses, que não tenham perdoado seus maridos de fato, ou que façam o mesmo que eles, é essa a mensagem que essas mulheres de políticos passam.
 
 



Fernanda Colavitti
Não sou sexóloga, nem tenho qualquer tipo de especialização acadêmica no assunto, mas como temas relacionados a sexo estão presentes na maioria das minhas sugestões de pauta e matérias (não sou nenhuma maníaca, juro, é curiosidade jornalística-científica pura), o pessoal da redação me incentivou a criar um blog para trocar idéias sobre meu assunto predileto e ajudar a buscar as respostas para dúvidas de todos os interessados em melhorar a vida sexual. Adorei! Um espaço só para falar sobre sexo, em horário de trabalho e com o aval do chefe? Irrecusável.

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