O pessoal do dildoart.com encontrou uma utilidade quase tão boa quanto a convencional para dildos e vibradores, como mostram as fotos acima (agora tá explicada a cara do casal em "American Gothic"). O site mostra várias intervenções com os brinquedinhos sexuais em obras de arte famosas, como a "Monalisa" (seu sorriso faz mais sentido agora) e um toque ainda mais surreal ao “A persistência da Memória”, de Dalí. Aposto que Michelângelo ficaria orgulhoso do seu "David". Vale a pena olhar todas.
Você sabe o que é Giantess? Eu não sabia, até ler em “A Vida Secreta” o post sobre esse fetiche, em que a pessoa fantasia ser um indivíduo minúsculo submetido aos desejos de um gigante. “A fantasia do Giantess tem diferentes vertentes, mas todas tratam basicamente do ato de submeter ou ser submetido à vontade, desejo, capricho de outro e ser dominado (ou dominar) de uma maneira incondicional, já que a diferença gritante de tamanhos torna o pequenino um ser indefeso apesar de todos os seus esforços”. Quer saber mais? Dá uma passada lá. Você lerá “As viagens de Gulliver” com outros olhos...
Recomendo o divertidíssimo teste “Are you British in Bed?” (você é britânico na cama?) feito pela marca de lubrificantes íntimos KY (é o segundo post falando neles, mas é pura coincidência – os caras estão inspirados – não estou fazendo propaganda, nem sendo paga pra isso). A apresentação já é de morrer de rir (uma oficial de imigração com cara de poucos amigos entra antes de cada pergunta). O teste é rápido, criativo e nada científico, vale só por diversão mesmo. O meu deu 71% brasileira. E o seu?
A frase acima pode ser completada de várias maneiras, dependendo da idade, do sexo, da nacionalidade e da vivência da pessoa que a termina. Essa diversidade de opiniões pode ser conferida no site da nova (e ótima) campanha do lubrificante íntimo KY“Keep Life Sexy” (algo como viva a vida sexy). Você pode dar a sua contribuição e checar as demais no site (em inglês)- divididas por sexo e idade. Confesso que fiquei surpresa com a meiguice da resposta dos rapazes, esperava algo mais, digamos, agressivo. Puro preconceito.... Tá aí outro serviço da campanha. E pra você, o que é sexy? Compartilhe a sua opinião lá e aqui também!
Maio é o mês das mães, das noivas e também o mês da masturbação. Descobri hoje que, desde 1995, celebra-se nos Estados Unidos o “National Masturbation Month” ( mês nacional da masturbação). Não, o povo não sai por aí se masturbando no meio da rua (pelo menos não em público) e a comemoração não é desculpa (só) pra sacanagem. A proposta é até engajada, visa à educação sexual. Foi criada por uma famosa Sex Shop de São Francisco, chamada Good Vibration, para celebrar os benefícios do sexo solitário e acabar com os mitos que rondam a prática ( lembram daquelas histórias de que crescia pêlos nas mão, dava espinha e fazia os meninos “criarem” peitinhos? Se isso fosse verdade, não ia sobrar muita gente com aparência normal no mundo). Mas voltando às origens da comemoração, a motivação foi a demissão da ministra da saúde dos Estados Unidos pelo então presidente Bill Clinton, por ela ter sugerido que o tema fosse incluído no programa nacional de educação sexual do país. Desde então, em todo mês de maio a masturbação vira pauta para os meios de comunicação, tema de palestras e outros eventos mais animados, como a Masturbate-a-Thon, uma maratona beneficente (verdade!) na qual homens e mulheres maiores de 18 anos demostram todo seu talento manual em público. O evento já se espalhou para outros estados e países. Ainda não chegou ao Brasil, mas dá para participar online, é só se registrar no site (vai ser no dia 25 de maio). Vou contribuir para a causa deixando um link para o especial de masturbação do site About.com (em inglês). Comemore!
Acabo de ler um artigo da sexóloga e especialista em relacionameto Yvonne Kristín Fulbright, do site FoxSexpert, que me fez lembrar uma conversa muito útil e produtiva com uns amigos em uma festa sobre o tema em questão: depilar ou não depilar tudo? Não chegamos a um acordo na ocasião, mas houve uma troca interessante de informações sobre métodos e motivos para manter ou não a cabeleira (também houve um esvaziamento repentino da festa... hehehe). Eis mais alguns argumentos levantados pela especialista com grupos a favor e contra a eliminação dos pêlos (já aviso que não se trata de nada científico, a maioria dos argumentos está no nível dos que discutimos, depois de alguns copos de chope. É só pra jogar conversa fora mesmo). Pelo menos agora já sei que não fomos nós, cidadãos modernos, que erguemos a primeira gilete. A depilação genital já era praticada em culturas antigas pelo mundo, como pelos egípcios, gregos e romanos (isso foi útil! Droga, podia ter lido isso antes da festa). Quem tiver mais argumentos contra ou a favor, pode mandar (guardo pra próxima discussão).
Porque ficar “ao natural”
- Um visual “não domesticado” resgata o animal selvagem dentro de você e de seu amante (humm, não cola)
- Você e seu amante gostam e não precisam de desculpas para assumir seu estado natural (ok, a Playboy da Cláudia Ohana vendeu, tem quem goste mesmo)
- Você considera seus pêlos pubianos um sinal de maturidade (sei não, acho que existem outras maneiras de expressar maturidade...)
- Eles capturam o odor da maturidade sexual (definitivamente, não!)
- Acredita-se que os pêlos pubianos retêm e disseminam feromônios, substâncias que estimulam a atração sexual (até onde eu sei, não há comprovação científica sobre os feromônios humanos)
- Especialistas acreditam que os pêlos pubianos têm o objetivo biológico de agir como uma barreira a vírus e bactérias e reduzir o atrito durante o sexo. (ok)
- Depilação exige tempo e dinheiro (ah, com gilete é rapidinho e barato)
- Você ama seu corpo como ele é (gosto não se discute, mas ok)
Porque livrar-se da cabeleira
- Você acha sexy manter-se macia (o) e lisa (o) (mais um da série: gosto não se discute)
- A ausência de pêlos aumenta o contato, deixa a pele mais sensível e exposta, aumentando o prazer. Também faz você se sentir mais limpa (o) (razoável, vai)
- Você quer fácil acesso. Não precisa dizer mais nada (não mesmo)
- Você curte uma praia de nudismo e quer estar confortável, livre de pêlos (ahahhah)
- Você contraiu um parasita e livrar-se dos pêlos faz parte do tratamento (ahahha)
- A ausência de pêlos faz você se sentir mais seca (o) e revigorada (o) (revigorada como?)
- Você se sente mais confiante e atraente (vai fundo, então)
- Pêlos são “out” (são?)
*sempre achei essa frase do outdoor daquela clínica de estética muito ruim, mas até que combinou com o post, vai
Inventaram um jeito de fazer com que os homens parem com aquela mania medonha de ficar com a mão dentro das calças (vocês ficam sim!). Acabei de ver no site Boinkology uma bermuda para massagear o local. Funciona com baterias, por vinte minutos. Só tem um porém: o site do fabricante só aceita encomendas de, no mínimo, 500 peças (chame os amigos!). Certeza que foi uma mulher que inventou o artefato – e o sistema de vendas.
Ainda não sei se é pegadinha ou é real mesmo (estou checando), mas não agüento, preciso dividir, porque a história é boa de qualquer maneira. Trata-se de um projeto, digamos, pouco convencional, para lutar pela liberdade de expressão na internet, contra alguns provedores que querem limitar o acesso à web. A idealizadora do site – uma garota belga chamada Tania – “Don’t Stay a Virgin” (não fique virgem) “irá fazer amor com todos os virgens que defendem a internet”, como explica no site. Por que só os virgens? Porque ela quer restringir o número de pessoas (só não sei como ela vai checar isso). Os candidatos terão que concordar os seus termos de serviço (ela não cobra nada e ainda paga as despesas de viagem. Também permite filmagem e fotos, mas sem fins comerciais...), que só pode durar 30 minutos, só estará disponível para maiores de 18 anos e com camisinha. Sexo anal será negociável (?!). Ah sim, os candidatos terão que provar (serve o link de um post) que defendem a neutralidade da internet (certeza que boa parte da população masculina do planeta se mobilizará pela causa). Parece surreal (e bom) demais pra ser verdade, né? (ela é bonita, ainda por cima) também acho, aposto que vem alguma campanha de marketing ou algo do gênero na seqüência, não sei. Por isso estou investigando. Volto no assunto assim que conseguir mais informações (se alguém se der bem, me conte!).
Dica de “approach” para os rapazes que sempre quiseram presentear a parceira com um vibrador, mas estão adiando por medo de serem trocados, e também para as mulheres que sempre quiseram ter um, mas temem a reação do parceiro. Elas: “amor, te amo tanto, que queria ter uma cópia sua”. Eles: “amor, como te amo tanto, quero te dar prazer em dobro”. Ok, brega e falso, né? Então conta, assim como quem não quer nada, que a empresa norte-americana “Clone a Willie” comercializa kits para que os interessados fabriquem uma réplica de látex de seu próprio pênis. O kit inclui um vibrador, que pode ser aplicado ao produto final – e tem uns que até brilham no escuro. Se ainda assim, alguns rapazes ficarem com medo de perder a namorada/mulher para seu “clone”, é possível fazer outros presentes com o kit, como sabonetes ou chocolates (e matá-la de tanto rir). As meninas podem retribuir o presente! (sim, também tem o kit “clone a pussy” – que quer dizer isso mesmo). Imperdível o passo-a-passo de como clonar o pênis no site do fabricante (em desenho e vídeo!). Agora não tem mais desculpa.
Uma pena que o fechamento da revista não me deixou ir à 12ª Erotika Fair. Adoraria ter ido cobrir o evento para dar uma espiada nas novidades e matar a curiosidade de alguns leitores (e a minha, claro) que me escreveram pedindo informações sobre a feira. Mas a equipe do blog “A vida Secreta” foi lá e fez o serviço muito bem. Recomendo a visita.
Eu já sabia da existência das Real Dools, aquelas bonecas infláveis, que se colocadas em uma mesa na balada iriam atrair vários marmanjos, tamanha a realidade de suas feições e corpo. O que eu não sabia e descobri fuçando o site das Real Dools (cheguei lá por causa de um vídeo, na verdade, um trecho de um documentário britânico sobre homens que vivem maritalmente com as tais bonecas. Impressionante! – no link abaixo) é que existe a versão masculina. A julgar pelo capricho que os fabricantes têm com os bonecos, suspeito que a maioria das mulheres sentem o mesmo tesão que eu pelo brinquedo: zero. Acho que mesmo que eles fossem mais bonitinhos, eu não encarava. Eles parecem aqueles bonecos da CET, lembram? Definitivamente, não iria trocar um homem de verdade pelo de plástico – tá, mesmo que não tivesse nenhum disponível, iria arrumar outro jeito.
Na semana passada recebi um release sobre a filial de uma clínica de rejuvenescimento vaginal dos Estados Unidos que será inaugurada aqui no Brasil neste mês. Segundo os profissionais que oferecem os serviços, eles “visam proporcionar à mulher moderna uma maior realização em relação ao seu visual, mantendo uma alta qualidade de vida e bem estar sensual. Primeiro, para se sentir atraente e sedutora para si própria, para depois, então, satisfazer-se e sentir-se melhor”. O apelo principal não me convence. Se é para gastar de 1500 a 1700 dólares (liguei pra perguntar o preço) para dar uma melhorada no visual (ainda que eu não entenda muito bem como isso é possível), que seja em um lugar que eu possa exibir por aí. Como não é o caso, passo – talvez uma depilação artística... mas ainda acho que o botox vai ser mais útil para mim. Mas, aparentemente, sou uma das poucas que não se importa com a aparência dos lábios vaginais. Li em uma matéria da revista “Época” que a procura por esse tipo de procedimentos – criados originalmente para corrigir problemas orgânicos – cresceu 30% nos últimos dois anos nos Estados Unidos e um cirurgião brasileiro disse ter feito mais de 2 mil plásticas do gênero. Mas a piração não pára por aí. Entre os serviços oferecidos pela clínica – e que faz o maior sucesso nos Estados Unidos – está a ampliação do ponto G. Isso mesmo, aquele que ninguém sabe muito bem se existe, onde fica ou como se faz pra alcançá-lo. Mas o médico responsável pela clínica me garantiu que tem uma equipe de médicos especializados em achar o ponto G (se eu fosse eles, não deixaria de mencionar minha especialidade ao me apresentar para uma mulher), que é devidamente ampliado com colágeno. “Fiz um ponto G há duas semanas, mas a moça ainda não teve relação, mas a maioria gosta muito e volta de 3 a 4 meses [ele murcha de novo depois desse tempo...]”, ele me disse. “Se tiver interessada, é só me ligar”. Tentador, mas ainda prefiro o botox.
Não sei se os rapazes vão saber do que eu estou falando, mas as meninas (pelo menos as da minha idade) devem se lembrar das famosas reuniões de tupperware, que nossas mães organizavam em casa. Chamavam as amigas e vizinhas para receber uma vendedora do produto (aqueles potes de plástico nos quais guardamos sobras de comida), enquanto fofocavam e comiam bolo. Até que eu curtia. Mas agora que sou adulta, certamente iria me divertir bem mais com a nova versão dos tais encontros. São as reuniões de tuppersex, sucesso na Espanha e em Portugal (ainda não tem por aqui, pelo que li). Em vez dos potinhos de plástico (zzzzzzzzzzz), a mulherada se reúne para comprar vibradores, dildos e diversos outros brinquedinhos sexuais (não disse no post anterior que as mulheres estão bem mais interessadas em sexo do que os homens imaginam?). Uma vendedora treinada chega ao local com sua maleta vermelha – é o nome em português da empresa espanhola, La Maleta Roja, que organiza esses eventos –, demonstra os produtos (pode testar antes de comprar!) e ainda deixa uma lembrancinha para a anfitriã, como nas antigas reuniões.
Li uma entrevista na revista "Time" que confirmou minhas suspeitas de que aquela mulher desinteressada por sexo, que transa com o parceiro meio que por obrigação e que vive com dor de cabeça está em extinção. Essa impressão vinha tanto de conversas com amigas (a maioria bem longe desse estereótipo), como da leitura de matérias comportamentais sobre o assunto. Nada de muito concreto. Mas se lançaram um livro com o título “Sex-Starved Wife” (algo como esposas famintas por sexo) é porque não estou totalmente equivocada. A entrevista era justamente com a autora desse livro, a psicóloga norte-americana Michele Weiner, que trabalha há 20 anos com casais. Ela conta que quando escreveu o livro “The Sex-Starved Married” (casamento faminto por sexo), dedicou somente sete páginas a dicas para mulheres nessa situação, que imaginava ser rara. Recebeu diversas cartas, e-mails e telefonemas de mulheres agradecendo e confessando-se aliviadas por não serem as únicas com o problema. De fato, parece que as dores de cabeça estão passado para os homens. Uma pesquisa sobre satisfação sexual feita pela autora com mais de mil mulheres revelou que 60% delas desejavam sexo da mesma maneira, ou ainda mais do que seus maridos. Nesses casos em que um dos parceiros tem mais desejo do que o outro – o que não é incomum –, as chances de o relacionamento naufragar são altas, segundo a especialista. Por isso, recomendo a entrevista (ainda não li o livro, mas, a julgar pela entrevista, deve ser bom) e o teste abaixo ( preparado pela autora) tanto às mulheres insaciadas, como aos homens desmotivados.
Seu casamento está faminto por sexo? (quanto mais “sim” você responder, mais chances de você ser uma esposa faminta por sexo)
1. Você deseja mais sexo, mais proximidade física, ser mais tocada?
2. Já se sentiu magoada, deprimida, ressentida ou zangada pela falta de interesse sexual do seu parceiro?
3. Seus ressentimentos a respeito de sua vida sexual já fizeram com que você se fechasse emocionalmente?
4- - Você já repreendeu seu parceiro ou foi maldoso com ele só porque estava com raiva?
5- Você se questiona se ele realmente a ama?
6- Você questiona sua atratividade ou feminilidade?
7- Você se sente como se construísse um muro a seu redor para se proteger do sentimento de rejeição?
8- Você sente uma irritação crescente por não conseguir fazer com que seu marido compreenda o que está faltando na relação de vocês?
9- Você sente vontade de procurar companhia e excitação sexual fora do seu casamento?
10-Você já se sentiu tão desesperada a ponto de considerar (ou manter) um caso extraconjugal?
11- Você se sente envergonhada por seu marido não ser como os outros homens?
Voltando de novo ao tema pornografia na internet (não, não faço parte do 28% do post anterior) descobri hoje que existe até uma ONG, a “Porn for the Blind” (pornografia para cegos) que se dedica a “traduzir” vídeos do gênero para deficientes visuais. Na verdade, trata-se de um site interativo, qualquer um pode assistir a um clipe ou curta, descrevê-lo – da melhor maneira possível... – e colocar no site em formato mp3. Sua chance de praticar o bem!
Fernanda Colavitti
Não sou sexóloga, nem tenho qualquer tipo de especialização acadêmica no assunto, mas como temas relacionados a sexo estão presentes na maioria das minhas sugestões de pauta e matérias (não sou nenhuma maníaca, juro, é curiosidade jornalística-científica pura), o pessoal da redação me incentivou a criar um blog para trocar idéias sobre meu assunto predileto e ajudar a buscar as respostas para dúvidas de todos os interessados em melhorar a vida sexual. Adorei! Um espaço só para falar sobre sexo, em horário de trabalho e com o aval do chefe? Irrecusável.